Algumas reflexões à respeito das leituras digitais e hipertexto:
A leitura é ponto mais importante para a
interpretação, ou seja, interpretar é compreender. Quando se trata de um texto,
interpretar quer dizer ir às entrelinhas, aos detalhes, sutilezas e certos
mistérios da mensagem: interpretar é enxergar além da superfície, entrar com
força no texto e sentir todas as emoções que ele pode despertar, independente
do seu teor.
A própria relação entre “leitor” e “texto” são mudadas com a introdução de novas plataformas. No caso do texto digital, nota-se um “afastamento” entre o leitor e o texto, já que ele passa a ter um contato menos “físico” com o que anda lendo. O leitor da “Mídia Impressa” manuseia as páginas de livros, revistas, jornais, quadrinhos, coloca-os no colo, lê na cama, no ônibus, leva-os com ele a vários lugares em uma relação muito mais próxima e intimista, quase romântica dependendo do caso.
A própria dinâmica entre autor e leitor também muda bastante com o surgimento das novas tecnologias, na medida em que a distância entre eles diminui. Hoje, sabemos que muitos desses autores escrevem diretamente para a internet, para o leitor digital, mesmo autores consagrados e com “moral” no meio editorial, quanto autores desconhecidos, “undergrounds”, que interagem através de e-mails ou redes sociais. Isso hoje é muito comum.
Porém, a grande intensificação TIC nas mais variadas instâncias da nossa vida tem gerado importantes mudanças na orientação do estudo referente as práticas sociais de leitura na atualidade.
A tecnologia tornou possível uma nova ideia de leitura em contextos digitais, porém atribui outra dinâmica à leitura feita no contexto de certos documentos. Todos nós que lidamos com educação de crianças, adolescentes e até mesmo adultos lidamos com alguns questionamentos: como garantir o aspecto socializante do letramento quando ele ocorre com a intermediação de aparelhos tecnológicos? Quais serão as implicações para a formação de leitores da transição da página para a tela? Como os professores brasileiros estão vendo e pensando essa mudança? E a qualidade e conteúdo desses textos digitais, como são?
É possível perceber nitidamente essas mudanças na relação leitor-autor quando pensamos no caso da Internet. A diminuição do controle das grandes editoras e a facilidade para publicar um texto na web contribuem para a reflexão da noção da própria “autoria”. O próprio hipertexto vai sendo feito de acordo com as opções feitas pelo leitor no ato da sua leitura. Outras características podem ser notadas no suporte digital, dentre eles:
1 - a diversidade de representações oferecida pelo texto digital, permitindo integrar textos, imagens e sons no mesmo suporte;
2 - o fato de o leitor poder embaralhar, cruzar e reunir textos que são inscritos na mesma memória eletrônica;
3 - a falta de fronteiras mais visíveis do texto devido à sua disposição em janelas e à sua estrutura hipertextual (formada por links), que oculta grande parte do conteúdo e causa dificuldades de se ter uma visão global de seu conjunto.
A atual escola brasileira, principalmente
as da rede pública, ainda trabalham com uma forma muito arcaica de aprendizagem/leitura/escrita/compreensão
de textos, trabalhando quase que apenas com leituras de um dado livro didático,
escrita num quadro negro (de giz, ainda!), uma cópia desse conteúdo para os
respectivos cadernos, uma leitura superficial e sofrida dessas linhas e uma
bateria de questionários simplórios sobre o que acabou de ser feito. É isso que
se vê na imensa maioria dos casos, independente da escola pública (e muitas particulares)
que se faça essa observação in loco. E isso é mais preocupante e atemporal
ainda quando nos damos conta que estamos lidando com os já debatidos no nosso
curso, ”nativos digitais”, uma geração de jovens que estão habituados a lidar
com tecnologias digitais e na internet, um verdadeiro mar de hipertextos, com
várias janelas (ou abas) abertas ao mesmo tempo, uma rede social, um site de
vídeos, um site com músicas online e o Word aberto. A própria relação entre “leitor” e “texto” são mudadas com a introdução de novas plataformas. No caso do texto digital, nota-se um “afastamento” entre o leitor e o texto, já que ele passa a ter um contato menos “físico” com o que anda lendo. O leitor da “Mídia Impressa” manuseia as páginas de livros, revistas, jornais, quadrinhos, coloca-os no colo, lê na cama, no ônibus, leva-os com ele a vários lugares em uma relação muito mais próxima e intimista, quase romântica dependendo do caso.
A própria dinâmica entre autor e leitor também muda bastante com o surgimento das novas tecnologias, na medida em que a distância entre eles diminui. Hoje, sabemos que muitos desses autores escrevem diretamente para a internet, para o leitor digital, mesmo autores consagrados e com “moral” no meio editorial, quanto autores desconhecidos, “undergrounds”, que interagem através de e-mails ou redes sociais. Isso hoje é muito comum.
Porém, a grande intensificação TIC nas mais variadas instâncias da nossa vida tem gerado importantes mudanças na orientação do estudo referente as práticas sociais de leitura na atualidade.
A tecnologia tornou possível uma nova ideia de leitura em contextos digitais, porém atribui outra dinâmica à leitura feita no contexto de certos documentos. Todos nós que lidamos com educação de crianças, adolescentes e até mesmo adultos lidamos com alguns questionamentos: como garantir o aspecto socializante do letramento quando ele ocorre com a intermediação de aparelhos tecnológicos? Quais serão as implicações para a formação de leitores da transição da página para a tela? Como os professores brasileiros estão vendo e pensando essa mudança? E a qualidade e conteúdo desses textos digitais, como são?
É possível perceber nitidamente essas mudanças na relação leitor-autor quando pensamos no caso da Internet. A diminuição do controle das grandes editoras e a facilidade para publicar um texto na web contribuem para a reflexão da noção da própria “autoria”. O próprio hipertexto vai sendo feito de acordo com as opções feitas pelo leitor no ato da sua leitura. Outras características podem ser notadas no suporte digital, dentre eles:
1 - a diversidade de representações oferecida pelo texto digital, permitindo integrar textos, imagens e sons no mesmo suporte;
2 - o fato de o leitor poder embaralhar, cruzar e reunir textos que são inscritos na mesma memória eletrônica;
3 - a falta de fronteiras mais visíveis do texto devido à sua disposição em janelas e à sua estrutura hipertextual (formada por links), que oculta grande parte do conteúdo e causa dificuldades de se ter uma visão global de seu conjunto.
Essa mesma escola, de mãos dadas com as respectivas Secretarias de Educação, tem a missão de ajudar seu alunado a trabalhar de forma diferente, num sentido diferente. A internet e os hipertextos vieram para ficar e cabe aos profissionais da educação se adequarem e se atualizarem para lidar com essas novidades, ajudarem seus alunos a fazerem pesquisas mais objetivas na internet (nas variadas disciplinas escolares), filtrarem informações que não caibam ou não estejam claras, enfim, para que este aluno, caso não seja um leitor “tradicional” da mídia impressa, possa, ao menos, ser um bom leitor da mídia digital, com o mesmo senso crítico e de compreensão que ambas mídias necessitam.

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